Colunista Manoel Luiz

  • JUNHO - PERÍODO DE MUDANÇA

    14/06/2018

           Nada melhor do que um período diferente, que venha alimentar as nossas esperanças de dias melhores, a respeito de tantos problemas que vemos desfilar  à nossa frente. E os festejos juninos faz parte do dogma da Igreja Católica, reacende a nossa vontade  de permanecermos  esperançosos, de termos uma vida melhor junto com os  nossos parentes, com os amigos que nos rodeiam, comemorando um período rico.

    É uma época  que toda  família se encontra  com parentes, trocam  ideias, se divertem, sempre ao som  de um  trio  musical e relembram  o passado, ao redor de uma fogueira,  preparando alimentos  à base de milho  verde.

                Após  o terço, a Ladainha, todos reunidos  começam a comemorar, com a fogueira acesa,  seguindo com  o  pipocar de  fogos no terreiro  de  suas  casas. Até porque possibilita-nos esquecer  um pouco  dos dissabores que atormentam  a sociedade: assaltos, guerra entre facções criminosas  de toda natureza, terremotos, vulcão de fogo,  desconfiança  de nossos  próprios  administradores,  incidentes naturais,  entre outros malefícios.

                Juntando-se  aos eventos juninos,  quase na mesma época,  vem  os jogos mundiais  de futebol, o que não deixa de ser  mais um momento importante para todo o brasileiro, que extravasa suas emoções  e esquece  alguns  minutos dos problemas para comemorar aquele fato com os amigos. Mesmo que alguns não gostem  do referido evento, que não conheçam  alguns atletas ou mesmo agremiações esportivas  mas que estão a torcer para que o seu País  se sagre  vencedor e consequentemente Campeão  nesta Copa Mundial.

                Para nós, o mais importante, é disponibilizarmos do nosso precioso tempo, e congratularmos com os demais desses momentos  diferentes na nossa vida. Passarmos, pelo menos uma época, que se possa esquecer alguns  desses problemas, juntarmos aos demais  irmãos para  vivermos um período  feliz, com a  mente sadia e barriga cheia   dos produtos agrícola  que Deus nos proporcionou.

                Hoje, nós vivemos momentos cruciantes na sociedade, devido às turbulências que provocam mal estar a todos, onde todos  aqueles que pensam somente  fazer o mal. Entretanto, por cima de tudo isto devemos esquecer e nos apegarmos  á  mão  Divina, rogando ao nosso Deus,  que todos esses problemas sejam sanados. Que a normalidade retorne ao convívio de todos e possamos  ultrapassar essa  hecatombe,  e todos  vivam  sempre felizes na família, no trabalho e nas suas tomadas de decisões.

    Bom São João para todos e vamos torcer 

    para o Brasil sagrar-se,  mais uma vez,  Campeão!

    Manoel Luiz Silva –  

    colaborador, historiador

     

  • TEMPO DE QUARESMA... TEMPO DE MUDAR

    19/03/2018

                             Para os experts no assunto, a expressão TEMPO DE MUDANÇA, representa para  nós uma alerta, com vistas à mudança na vida de todos, partindo principalmente de iniciativas, onde,  possamos  dar as mãos, unindo-nos  pelos laços da amizade, da compreensão, do amor, visando  enfileirarmos numa  batalha contra esses atos desumanos que  nos deparamos no dia a dia. Certo, que uma pessoa só não resolverá o problema, mas se unirmos em oração, pedindo sempre  a um Ser superior que resolva esses problemas que tanto a sociedade necessita, viveremos  mais em paz entre nossas famílias.

                            A nossa arma, será sempre a força de um Ser Supremo - (DEUS), que nos piores momentos de nosso quotidiano, estar  Ele a  nos guardar e nos livrar desses males que afligem a família, a sociedade  de um modo geral, aos líderes de boas índoles, às autoridades administrativas e judiciais, onde, ainda contamos com o seu apoio nos momentos necessários.

                      Constantemente, ao acessarmos qualquer canal de comunicação, que adentrando  no lar de cada brasileiro – ou estrangeiros -, surge logo à nossa frente, notícias que nos deixam apavorados, sobressaltados, duvidosos, e receosos de como será o dia do amanhã para nossos filhos e netos.

    Coisas que jamais pensaríamos  que acontecessem a quem quer que  fosse, prejudicando os setores dos  segmentos administrativos,  políticos,  financeiros, - os quais nem precisam  enumerá-los para não ferir A ou B, como dizia minha mãe: a fulano ou cicrano. São  fatos que deixam todos   duvidosos pelo que  proporciona a cada momento. Hoje vivemos amedrontados, com  “um olho na frente e outro atrás”, esperando a qualquer hora ou dia sermos  vítimas  desses indesejados indivíduos.

                            Só nos resta, pois, retroceder um pouco e evitar que sejamos  vítimas desses problemas, quando passamos por momentos onde  nossos irmãos  experimentam. Não existe mais um aparato que  possa nos defender dos olhos maus, dos maus  intencionados, dos sedentos de calor humano, que proporcione aos mesmos enveredarem pelos caminho certo. 

    O que nos resta é pedir a  Deus... Socorro, que a situação possa melhorar para todos, amolecendo o coração dos insensatos a fim que possamos dar continuidade a uma forma de vida  pacífica entre os nossos.

    Que a paz reine  nesta Quaresma e em todo os tempos, havendo mais resignação e união entre as famílias, trabalho ocupacional  para aqueles que necessitam e muito amor  entre os homens de boa vontade.

    FELIZ  PÁSCOA!

     Manoel Luiz Silva –  

    colaborador, historiador 

  • OS EFEITOS DA ESTIAGEM (II)

    14/12/2017

    Há poucas semanas  passadas, publicamos uma crônica no “Bananeiras on line” enfocando os efeitos da estiagem no Nordeste, notadamente  na região da Paraíba, onde vem sofrendo  com a ausência de chuvas no campo e nas cidades, os mananciais secando, os rios e riachos quase não alcançam o seu percurso, a fauna escasseando, o rebanho sofrendo com  sede e fome, as cidades agonizando pedindo socorro, a agricultura clamando  por um lenitivo, o comércio se reabastecendo de produtos do sul e sudeste do País, já estar acontecendo o  êxodo rural de campesinos esfaimados para outras regiões, entre outros males.

             E este problema  perdura até não sei quando, só Deus nos dará a previsão. E por conta disso os  governos Federal, Estadual e Municipal vem encetando esforços no sentido de sanar  tal problema, canalizando água do Rio são Francisco, para  outros lugares, resolvendo um pouco a situação do abastecimento com  carros pipas nas zonas rurais, orientando as pessoas para o racionamento do líquido. Nos canais por onde passam as águas há uma fiscalização severa quanto a quantidade de água a ser utilizada  para uma área de 0,5 ha. por propriedade, até o processo de racionamento  nas cidades  onde está alcançando esses canais já se verificam problemas.

             Entretanto temos notícias de que  muitos usúarios estão usando de má fé, utilizando essas águas como bem desejam, tirando  do irmão o que lhe é de direito, para  usufriurem ao seu bel prazer. Em certas localidades do Carirí, já existem propriedades individuais às margens desses canais, que são sub-divididas   entre parentes com o objetivo de receberem maior  percentual de água, para os fins que necessitam, pois, se manterem com apenas 0,5 há irrigado, torna-se insuficiente para uma área  agricultável e de pequen criação, estabelecida pelos poderes governaentais. Sem contar  com a redução e perda dessas águas ao longo do trajeto pelos canais, quando se trata de um projeto  que atinge outras regiões distantes, onde se necessita de bombeamento elevatório para alcançar as partes mais altas dos canais.

             À medida que faz o seu trajeto  livremente, numa região árida, vai perdendo a sua capacidade de volume, seja por  evaporação, por infiltração no solo, ou através da temperatura nas paredes dos canais e outras ações ao ser bombeada para os campos irrigados vai perdendo considerável  quantidade do referido líquido, o que acarreta prejuizo  para todos, chegando  no seu final bastante reduzida.

             Um outro problema  que  pode acarretar no projeto é quanto ao apadrinhamento político, quando muitos líderes  para beneficiar  seus  amigos, solicitam  que tal canal  passe  por sua região, mesmo com muita dificuldade e mais despesas para o erário público, se sentem no dever de exigir que tal área seja beneficiada com o projeto a título de um benefício eleitoreiro. Isso  faz com que acarreta mais investimento, e a própria quantidade de água não seja suficiente para aquela  região. Até o Curimatau está sonhando  com tal projeto. Na teoria  tudo estar para dar certo, aguardamos na prática  se o sonho de todos seja  realizado. 

     

    Manoel Luiz Silva –  

    colaborador, historiador 

     

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